fisioterapiaTratamentoTenho artrite reumatoide o que preciso saber? - Clinica CDM

14 de novembro de 20190

A artrite reumatoide é uma doença que afeta as articulações. Esse processo inflamatório tem a presença de dor, vermelhidão e edema. Pode afetar qualquer articulação do corpo, embora a mais comuns sejam as distais, tais como mãos e punhos. A prevalência é de 1% na população mundial, sendo predominante no sexo feminino e a incidência aumenta com a idade.

Esse tipo de artrite afeta ambos os lados, esquerdo e direito da articulação acometida. Além disso, é uma doença autoimune, progressiva, estimula a liberação de citocinas pró-inflamatórias (aumentam a inflamação) e até o presente momento  não existe cura, mas existem formas de controle dos sintomas e o que favorece a melhora na qualidade de vida.

Os sintomas mais comuns da artrite reumatoide incluem rigidez ao acordar, dor e hipersensibilidade na articulação, fadiga ou cansaço, fraqueza muscular e perda de peso, associado a limitação na funcionalidade. Isso contribui para a incapacidade funcional, dependência, falta ao trabalho e até dificuldades em realizar as atividades de vida diária, ou seja, o autocuidado.

Esses sintomas da doença podem  ser revertidos com o uso de medicamentos e fisioterapia, porém quando a artrite não é controlada adequadamente pode levar a comprometimento vascular e pulmonar, assim como danos articulares de forma irreversíveis, tal como deformações visíveis e perceptíveis na articulação afetada.

Por isso, o diagnóstico precoce feito pelo médico reumatologista associado a um tratamento imediato tanto clínico quanto fisioterapêutico são importantes para o controle da doença e maior qualidade de vida.

O tratamento clínico preconiza os fármacos imunossupressores, anti-inflamatórios e corticoides e também o repouso. A finalidade é diminuir o processo inflamatório, dor e edema. Quando esses sintomas inflamatórios estão controlados, propõe-se  uma intervenção  fisioterapêutica para devolver a  funcionalidade da articulação lesada. Essa proteção articular é feita por meio de recursos da eletrotermofoterapia e de exercícios físicos específicos e bem direcionados sob os cuidados de um fisioterapeuta capacitado. Esses, estimulam a liberação de citocinas anti-inflamatórias, favorecendo um equilíbrio entre as citocinas que estimulam e as que inibem o processo inflamatório.

Entretanto, questiona-se esse cuidado articular tardio e também, até que ponto o repouso durante as crises agudas é benéfico à articulação. Com base em estudos recentes, a intervenção fisioterapêutica precoce tem se mostrado um auxílio no controle da doença.

Entretanto, alguns indivíduos artríticos desenvolvem um medo de sentir ainda mais dor ao realizar um movimento ou ao fazerem exercícios, esse fenômeno é conhecido como cinesiofobia. Essa condição favorece que eles fiquem por mais tempo deitada ou sentada, porém ao tentar se proteger dessa dor, diminuem a atividade física e os movimentos em geral, com isso, surge ainda dor devido a inatividade e esse ciclo vicioso é prejudicial para a integridade dessa articulação.

No entanto, o fisioterapeuta possui uma ampla variedade de recursos tanto físicos quanto terapêuticos que contribuem para o controle dos sintomas inflamatórios da artrite reumatoide, diminuição a dor, melhora da funcionalidade, liberação de citocinas e redução ou eliminação da cinesiofobia. A utilização de um recurso ou de outro depende de alguns fatores, tais como a intensidade e comprometimento articular e muscular de cada indivíduo, fase aguda ou crônica da doença, além  de uma avaliação precisa e a exclusão da associação de outras doenças atuando ao mesmo tempo que a artrite reumatoide (comum na terceira idade).

O exercício físico pode diminuir a dor, o edema, rigidez, devolver a funcionalidade e movimentos, regular a pressão sanguínea, aumentar a força muscular, aumentar a massa magra e reduzir a massa gorda, além de melhorar o humor, estado psicológico, reduzir a possibilidade de depressão do portador de artrite reumatoide. Além do mais o fisioterapeuta pode auxiliar a pequenos ajustes no seu domicilio que possibilite a diminuição da dor.

Assim sendo, com o diagnóstico clínico de artrite reumatoide, é  importante saber qual a sua condição atual, em quais aspectos funcionais essa doença  esta afetando você e suas atividades de vida diária. A consulta fisioterapêutica com um profissional capacitado pode proporcionar o esclarecimento de suas dúvidas, sobre o que deve ser feito para alívio de dor e o que não deve, além da  elaboração do melhor tratamento no seu caso. Dessa forma pode-se retardar as crises e favorecer uma melhor qualidade de vida.

 

Referências 

ALETAHA, D. et al. 2010 Rheumatoid arthritis classification criteria: An American College of Rheumatology/European League Against Rheumatism collaborative initiative. Arthritis and Rheumatism, v. 62, n. 9, p. 2569–2581, 2010.

ALVES, A. C. A; CARVALHO, P. T. C; PARENTE, M; XAVIER, M; FRIGO, L; AIMBIRE, F; JUNIOR, E. C. P. L; ALBERTINI, R. Low-level laser therapy in different stages of rheumatoid arthritis: a histological study. Laser Medical Science, v. 28, p. 529-536, 2013.

GOMES, R. P. et al. Efeitos de um minuto e dez minutos de deambulação em ratos com artrite induzida por adjuvante completo de Freund sobre os sintomas de dor e edema. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 54, n. 2, p. 83–89, 2014.

 

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