fisioterapiaTerapia ManualTratamentoFases teciduais nas cirurgias plásticas - Clinica CDM

9 de agosto de 20200

O Brasil é um dos países que mais investe em cirurgias plásticas. Alguns exemplos incluem rinoplastia, mamoplastia de aumento ou redutora, maxtopexia, lipoaspiração e abdominoplastia. Alguns cuidados são necessários no pós-cirúrgico e devem ser executados pelo paciente e por meio do profissional da área da saúde, como um fisioterapeuta dermatofuncional.

“Não procure um profissional que faça drenagem no pós da cirurgia plástica. Procure um profissional que possa cuidar de todas as fases do reparo tecidual!”

Independente do tipo de cirurgia, o procedimento é invasivo e causa uma injúria no tecido e esse corte precisa passar por uma série de eventos até sua total cicatrização. Esse processo sistêmico e dinâmico é conhecido como reparo tecidual e a forma que este é conduzido pode fazer muita diferença no resultado final do procedimento.

A pessoa que fez um procedimento de cirurgia plástica irá ter edema (inchaço) sim, mas esse é apenas uma das características que devem ser tratadas.

Por isso, a escolha do médico cirurgião e profissional responsável pelo pós-cirúrgico deve ser uma das primeiras escolhas quando a decisão é por fazer um procedimento cirúrgico.

Para que a ferida cicatrize necessita de uma perfeita e coordenada cascata de eventos celulares, moleculares e bioquímicos que interagem entre si e promovam a reconstituição tecidual. Os mecanismos da cicatrização como seqüência ordenada de eventos, foi descrita por Carrel em 1910, posteriormente, divididos em cinco elementos principais: Fase da inflamação, proliferação celular, formação do tecido de granulação, contração e remodelamento da ferida.

Atualmente, esse processo é classificado em três fases:

_Fase inflamatória;

-Fase de proliferação ou de granulação;

-Fase de remodelamento ou de maturação.

Fase Inflamatória

Essa fase inicia imediatamente após a lesão e dura 3 dias.  As plaquetas estimulam a cascata da coagulação. Grânulos são liberados das plaquetas, as quais contêm fator de crescimento de transformação beta TGF-β, fator de crescimento derivado das plaquetas PDGF, fator de crescimento derivado dos fibroblastos FGF, fator de crescimento epidérmico EGF, prostaglandinas e tromboxanas. Estes, atraem células de defesa (neutrófilos) à ferida. O coágulo é formado por colágeno, plaquetas e trombina. Desta forma, a resposta inflamatória se inicia com vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, promovendo a migração de neutrófilos para a ferida.

A pessoa sente dor, o local fica avermelhado, com calor, edema e pode ter hipersensibilidade ou hiposensibilidade. Claro, o médico cirurgião receita medicamentos anti-inflamatórios que aliviam esses sintomas.
A fisioterapia pode iniciar no intra operatório com aplicação de bandagem elástica funcional para amenizar a equimose e edema. No pós-operatório imediato (no ambiente hospitalar) pode ser utilizado drenagem linfática manual para aliviar a retenção de líquidos e para estimular o sistema linfático, além de realizar exercícios metabólicos e deambulação precoce que favorecem uma melhor recuperação e alta hospitalar.

Na clínica esse cuidado pode ser ampliado com o uso de aparelhos da eletrotermofototerapia para acelerar o processo inflamatório.

Fase proliferativa

A fase proliferativa inicia no 4º dia após a lesão e se estende aproximadamente até o término da segunda semana. É constituída por quatro etapas fundamentais:

Epitelização (camadas da epiderme são restauradas);

-Angiogênese (formação de novos vasos capilares);

-Formação de tecido de granulação (ativação dos fibroblastos e as células endoteliais. O TGF-β estimula os fibroblastos a produzirem colágeno tipo I e a transformarem-se em miofibroblastos, que promovem a contração da ferida).

-Deposição de colágeno.
O colágeno produzido inicialmente é mais fino do que o colágeno presente na pele normal, e tem orientação paralela à pele. O tecido de granulação expressa 30 a 40 % de colágeno do tipo III, sendo considerado colágeno imaturo. Com o tempo, esse colágeno é reabsorvido e um colágeno mais espesso é produzido e organizado ao longo das linhas de tensão.

Nessa fase, a fisioterapia dermatofuncional auxilia no estimulo do sistema linfático, promove alívio de dor, inicia a desensibilização cicatricial, organização do colágeno e regeneração do tecido. A escolha da técnica (manual ou aparelhos depende do procedimento cirúrgico).

Fase de maturação ou remodelamento

Nessa fase ocorre a deposição de colágeno de maneira organizada, por isso é a mais importante clinicamente. Inicia a partir da segunda semana e se estende até um ano (dependendo da cirurgia, pode se estender ainda mais).

Aqui ocorre mudanças no aumento da força tênsil da ferida (colágeno). A reorganização da nova matriz é um processo importante da cicatrização. Fibroblastos e leucócitos secretam colagenases que promovem a lise da matriz antiga. A cicatrização tem sucesso quando há equilíbrio entre a síntese da nova matriz e a lise da matriz antiga, havendo sucesso quando a deposição é maior.

A fisioterapia atua na prevenção de cicatriz patológica como queloide e hipertróficas, que causam dor, coceira – atrapalhando o convívio social. Assim como previne cicatrizes inestéticas como alargadas, retraídas, discromicas, mistas, estas, não tem sintoma físico como dor, mas incomoda pela aparência. Previne e trata fibroses, aderências miofasciais. Nessa fase, o estimulo pode ser manual ou mecânico além de associar exercícios físicos que auxiliam nessa reorganização do colágeno.

Dessa forma, o cuidado fisioterapêutico deve ser individualizado, personalizado e o protocolo deve ser ajustado de acordo com as necessidades de cada procedimento e características individuais de cada pessoa para que o resultado seja mais satisfatório e realce a sua melhor versão.

Fisioterapeuta dra. Iranilda Moha, registrada no CREFITO 23 9295-F atua a mais de 16 anos com recursos terapêuticos no pré e pós-cirúrgico e atualmente, atende na clínica CDM.

Agende uma consulta fisioterapêutica assim que agendar a data do seu procedimento cirúrgico.

 

 

 

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